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sexta-feira, 5 de junho de 2015

é o mar, meu amor




























É o mar, meu amor
na febre dos teus olhos

É o manso fascínio
da onda que se inventa

É o mar, meu amor
mestiço nos teus olhos

É o mirto, o queixume
a mansidão tão lenta

II

É o mar, meu amor
o lastro dos sentidos
que afogas nos olhos
sem nunca te afundares

É o mar, meu amor
que transportas nos olhos
e onde eu nado o tempo
sem nunca me encontrar








Maria Teresa Horta






































segunda-feira, 29 de julho de 2013

por um pequeno nada

















Eu ouso a paixão
não a recuso

Escuto os sentidos sem o medo por perto
troco a ternura da rosa
ponho a onda no deserto

A tudo o que é impossível
abro e rasgo o coração
Debaixo coloco a mão
para colher o incerto

Desembuço o amor
no calor da emboscada
infrinjo regras e impeço

Troco o sonho dos deuses
por um pequeno nada

Desobedeço ao preceito
e desarrumo a paixão
Teço e bordo o meu avesso
e desacerto a razão




Maria Teresa Horta














quarta-feira, 17 de julho de 2013

Trocar tudo por ti



























Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso








Maria Teresa Horta





















terça-feira, 18 de maio de 2010

como sempre













No silêncio que guardo
quando partes



que escondes sob os
dedos



que se prende



que me deixa no corpo
este calor
da falta do teu corpo como sempre








Maria Teresa Horta