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sábado, 16 de abril de 2016

só contigo


















ainda que um último navio
viesse pousar-me nas mãos
toda a solidão
das ilhas

e na brevíssima noite
dos mortos
rompesse límpida
a última nuvem
da saudade

ainda assim

só contigo subiria
toda a neve dos dias
até se esgotar
o vermelho

essa casa
onde mora o coração






gil t. sousa















domingo, 18 de outubro de 2015

como se tudo nos faltasse






















eram tão simples
as nossas mãos

ainda tão simples
e prontas

quando
nos procurávamos

como se tudo
nos faltasse






Gil T. Sousa
















quarta-feira, 2 de julho de 2014

sempre






















é sempre
uma história de amor:

a árvore
que se afeiçoa ao pássaro

o sol
que se liga à água

os olhos
que se prendem ao mar






gil t. sousa




















sexta-feira, 1 de março de 2013

como?















de ti
receberia o chão que me faltava

e dava-te,
punha-te janelas no coração

como pudemos ter falhado?





gil t sousa











domingo, 8 de abril de 2012

só isso



















não há grandes poetas nem grandes poemas; há palavras que nos agarram no momento certo. só isso. 




gil t. sousa











quarta-feira, 9 de junho de 2010

e aquele poema que me escreveste


























não te esqueças de me visitar. traz-me as fotografias de Veneza e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas e no mundo.

havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem as mesmas manhãs de sábado. havemos de olhar os mesmos telhados, divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que as nossas almas se tocaram de uma maneira única e inesquecível.

eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me, muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude, como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.








 
gil t. sousa
falso lugar
2004