jorge de sena / «quem a tem…»
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Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade v...
25 de Abril Sempre!
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Liberdade é tanta coisa (felizmente).
O importante é termos sempre coragem de a expressar, de todas as maneiras
possíveis.
(Fotografia de Luís Eme - Al...
COMEMORAR A "REVOLUÇÂO MISERÁVEL"
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*O 25 de Abril, “essa revolução miserável”*
*André Ventura*
*«Cada pessoa na rua hoje vai mais do que comemorar, resistir. Resistir a
quê? À manipula...
Prognósticos
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Senhor Augusto é um homem de gostos pacatos, amigo do seu sofá, apreciador
da sua aguardente à varanda, de chinelos e pijama de cuidada flanela com
riscas ...
O PIOR DIA DA MINHA VIDA
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A 24 de Abril de 2012 morria, nos meus braços, o meu filho Miguel. Tinha 64
anos e não mentirei se disser, que desde os 12 anos foram quase
exclusivament...
Excerto da Quinzena
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*Numa tarde de Junho, sol aberto, o Armando recebeu um recado de um
conhecido para se encontrar com dois indivíduos que queriam falar com ele.
Sobre o as...
Soubesse eu ...
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Soubesse eu escutar a voz do vento
Quando palavras me sussurra ao ouvido
Saberia que a voz timbrada do tempo
Me diz que amar-te faz todo o sentido
.
Sou...
Joan Margarit (Coragem)
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CORAJE
La guerra ha terminado, pero la paz no llega.
La tarde cae ruda y silenciosa.
Miro a mi abuela -tengo cuatro años-
mientras mea de pie junto a...
soltas
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os tremoceiros competiram em altura com as couves galegas e o vento fez a
habilidade de os tombar desordenadamente pela horta. encontro o pequeno
...
P de (Po)ética - XLIX e
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Sim, tenho ouvido dizer
que as grandes causas
são grandes e lucrativas.
Mas prefiro falar
daquele armário azul
encostado ao coração
podre.
Manuel de...
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Se não nos dão mais, do nada ainda
arrancamos um escarro, cuspimos-lhes
em cima, ah, já nos sabe a qualquer coisa,
serve, pomo-nos à escuta, o menor som,
es...
Gato Azul, de Hagiwara Sakutaro
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Poema de Hagiwara Sakutaro (1846-1942), poeta japonês, da sua colectânea
com o mesmo nome Aoneko (Gato Azul) de 1923. GATO AZUL É bom amar esta bela
cidade...
PELE DE PAREDE
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Os azulejos de Gilberto Renda são pele de parede,
Os painéis de madeira, nas salas da preciosa Vila Idalina,
Os antigos papeis de parede da Casa Vermelha,
Os...
Tragédia no Mar
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"Tragédia no Mar" é a denominação do feliz grupo escultórico de José João
Brito, visto aqui na tarde de hoje. Inspirado numa tela de Augusto Gomes, o
monum...
No meio do ruído das coisas.
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Duas despedidas tristes: a de Paulo Tunhas (1960), filósofo, cronista,
poeta, professor; e a de Luís Carmelo (1954), romancista, professor, poeta,
ensaís...
CARLOS POÇAS FALCÃO
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[TODOS OS DIAS VIAJO PARA A CULPA]
Todos os dias viajo para a culpa.
É lá onde trabalho, movendo e removendo
juízos e vergonhas, vergando-me nas margens
do...
ninguém conhece o infinito
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A culpa é tua se dizes sempre
o mesmo nome
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa, se quando
revelas a tua identidade
é impossível que o céu te explud...
FATIADA
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Era o céu inteirinho que chovia, como se fosse castigo, alagando tudo em
redor.
Como se o mundo se aglomerasse para chorar, acotovelando-se na visão
catas...
Que seja eterno
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Mas de nenhum destes modos te sei amar, tão fraco ou inábil é o meu
coração, de modo que, por o meu amor não ser perfeito, tenho de me
contentar que seja e...
Uma Alma Inquieta
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Eu sabia há três anos que Ela me viria bater à porta a qualquer momento,
mas não sabia como seria informado da sua chegada.
Desde Maio que peço, quase dia...
sem que ele note
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tão longe vai o tempo em que ele morria em mim. acontecia aos poucos, a
imagem dele a querer fugir do meu peito, ele a ausentar-se lentamente dos
meus ...
Tempo
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Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era
encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A
gente ...
É isto o Amor
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Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é ma...
Pó dos Livros
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Setembro de 2007, abrimos as portas, e já nessa altura planava sobre nós o
abutre. Nunca passava para cá da linha da porta. No entanto, rondava de
perto...
Más poemas de Levertov (según ST)
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Photographer unknown, provided by Jan Wallace, The Project Room
*i*
Él recoge botones de vidrio del fondo del mar.
Las branquias de la mente palpitan en...
Burrinho
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Fui à procura de um caderno para escrever. Volto a ter vontade de
escrever. Não quero, não sou capaz, de escrever frases, textos, quero
apenas apontar as ...
o escritor enquanto cão-guia
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Grassa, em lusas terras, já há algum tempo, o paradigma do escritor como
«cão-guia». O leitor ou leitora, pitosga ou mesmo ceguinho deverá ser
levado pela ...
tomorrow never comes (III)
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Tentava escrever
o esboço - vestígio do corpo,
a macia semente do vento
a traço de giz
da cor do barro, da cor da nuvem carvão;
acontecia o espinho, o p...
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Um corpo sem véu, despojado do barulho do mundo. Apenas o grão da pele para
o vestir. Um corpo nu, imóvel e cheio de estorias caóticas e cicatrizes.
Um co...
Saídas a dois
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Estava tudo combinado para aquele final de tarde: saía do trabalho direta à
escola, entravamos juntos no carro, sorridentes e enamorados, e seguíamos
para...
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demasiado depressa o silêncio
de braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que de...
Carta a Paris 16 de Março de 2015
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16 de Março 2015
10:07
Está frio. O céu, imenso e de um cinza quase branco, leva-me os sentidos e
a minha vontade. Ainda assim decidi ir a Paris, onde te...
1930-2015
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não chamem logo as funerárias,
cortem-me as veias dos pulsos pra que me saibam bem morto,
medo? só que o sangue vibre ainda na garganta
e qualquer mão e ...
SANTO ANTONINHO DOS ESQUECIDOS
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* para o José Carlos Soares*
O esquecimento tem portões
fechados e velas a acordar
o crepúsculo enquanto o vento
sop...
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Vestiu-se de nevoeiro e foi dançar
pés de musgo
mão na anca e outra estendida no ar
gotas de chuva mansa no olhar
um peso leve
acariciando a terra húmida
em...
Espaço : se alguém disser que morri...
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Robert & Shana Parkeharrison
*se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,*
*escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.*
*nã...
que coisa mais destroçante essa...LINDO..bj ,,boa noite
ResponderEliminarbom dia, Quim! :)
ResponderEliminarnão sabe como isso é verdade.
ResponderEliminarhttp://youtu.be/cGtjr-U5bT4
A crida podia por ao menos os links de onde vai copiar os poemas
ResponderEliminara querida normalmente põe. o que acontece é que muitas vezes guardo-os numa pasta sem apontar o sítio, outras vezes, são de livros que tenho em casa.
ResponderEliminarsei, josé luís, até sei.
ResponderEliminara música a completar. obrigada :)
Cumpre a este admirador entregar-lhe mais um video
ResponderEliminarO do dia de anos já vai longe...
http://www.youtube.com/embed/XMkaBN3x5AM
Lindo, o vídeo, obrigada Anónimo, vou usá-lo!
ResponderEliminarobrigada mais uma vez, chegou na hora certa!