O OUTRO LADO DAS CAPAS
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* Galego com raízes portuguesas, Pepe Carvalho, gastrónomo como Nero Wolf,
neste livro, faz um pato guisado e, às 2 da manhã, não quer comer sozinho,
e ...
Livros em adaptação cinematográfica
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Bato com o nariz num artigo que guardei há tempos sobre algumas adaptações
cinematográficas de livros conhecidos que vão acontecer em 2026, a primeira
da...
Antonie Volkmar - New Governess, 1877
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* The painting describes a quiet yet charged domestic moment, rich in
narrative subtlety. In a well-appointed bourgeois interior, the newly
arriv...
(um) adeus...
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*Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, *
*e o que nos ficou não chega *
*para afastar o frio de quatro paredes. *
*Gastámos tudo menos o silêncio. *
*G...
Claudio Bertoni (Festival de jazz)
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FESTIVAL INTERNACIONAL DE JAZZ DE CONCEPCIÓN
Una vez que viajábamos en el mismo bus
yo y el músico al que admiraba
compré unos chocolates para of...
DA UNANIMIDADE
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Levei a minha vida inteira a ouvir louvar a unanimidade. Por razões de
natureza pessoal sempre me senti melhor entre gente de pensamento diverso
do meu, ...
helga moreira / tarde sem fim
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Abrem-se portas, fecham-se medos,
pela noite fora virão os pesadelos;
rasga-se o brilho suspenso nos caminhos,
rasgam-se entradas e saídas,
estende-se
o s...
Palmiers descobertos
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Os palmiers que descobri na padaria de Dona Joselda são -- se outros
motivos não existissem, o que é debatível -- o pretexto mais direto para me
condenar à...
frio
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.
chego a casa.
está frio lá fora.
acendo a lareira em tempo record.
ponho o meu jantar na mesa, frio, acabado de sair do frigorífico. tenho ...
SENTIMENTO
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Sem ti, esqueço-me de que a própria alegria
A dor e a mágoa o meu coração, consomem
A noite escura cola-se à luminosidade do dia
Esqueço até de que sou ...
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Um corpo destes nunca se deu bem
com nenhuma religião, e chego a ouvir-me
repetir um sinto muito. Não é bem assim,
simplesmente fui perdendo a urgência,
o ...
P de "Pássaros de acaso" (II)
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JACINTOS
Os teus jacintos ainda estão vivos
E o sopro da morte
é um voo de pombas no céu de janeiro.
André Pieyre de Mandiargues
HIGIENE PÚBLICA
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Acordei com vontade de ser boa pessoa, mas depois passou. O nevoeiro olhou
para mim como quem sabe mais e não diz. ( Fiz café; ficou fraco, como as
minhas ...
Gato Azul, de Hagiwara Sakutaro
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Poema de Hagiwara Sakutaro (1846-1942), poeta japonês, da sua colectânea
com o mesmo nome Aoneko (Gato Azul) de 1923. GATO AZUL É bom amar esta bela
cidade...
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Este ano o verão atravessou Lisboa. O verão foi invisível. Atravessou a
cidade e os outros levou do meu corpo memórias do teu nome. joão miguel
fernandes j...
PELE DE PAREDE
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Os azulejos de Gilberto Renda são pele de parede,
Os painéis de madeira, nas salas da preciosa Vila Idalina,
Os antigos papeis de parede da Casa Vermelha,
Os...
Tragédia no Mar
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"Tragédia no Mar" é a denominação do feliz grupo escultórico de José João
Brito, visto aqui na tarde de hoje. Inspirado numa tela de Augusto Gomes, o
monum...
No meio do ruído das coisas.
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Duas despedidas tristes: a de Paulo Tunhas (1960), filósofo, cronista,
poeta, professor; e a de Luís Carmelo (1954), romancista, professor, poeta,
ensaís...
CARLOS POÇAS FALCÃO
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[TODOS OS DIAS VIAJO PARA A CULPA]
Todos os dias viajo para a culpa.
É lá onde trabalho, movendo e removendo
juízos e vergonhas, vergando-me nas margens
do...
ninguém conhece o infinito
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A culpa é tua se dizes sempre
o mesmo nome
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa, se quando
revelas a tua identidade
é impossível que o céu te explud...
FATIADA
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Era o céu inteirinho que chovia, como se fosse castigo, alagando tudo em
redor.
Como se o mundo se aglomerasse para chorar, acotovelando-se na visão
catas...
Que seja eterno
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Mas de nenhum destes modos te sei amar, tão fraco ou inábil é o meu
coração, de modo que, por o meu amor não ser perfeito, tenho de me
contentar que seja e...
Uma Alma Inquieta
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Eu sabia há três anos que Ela me viria bater à porta a qualquer momento,
mas não sabia como seria informado da sua chegada.
Desde Maio que peço, quase dia...
sem que ele note
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tão longe vai o tempo em que ele morria em mim. acontecia aos poucos, a
imagem dele a querer fugir do meu peito, ele a ausentar-se lentamente dos
meus ...
Tempo
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Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era
encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A
gente ...
É isto o Amor
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Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é ma...
Pó dos Livros
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Setembro de 2007, abrimos as portas, e já nessa altura planava sobre nós o
abutre. Nunca passava para cá da linha da porta. No entanto, rondava de
perto...
Más poemas de Levertov (según ST)
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Photographer unknown, provided by Jan Wallace, The Project Room
*i*
Él recoge botones de vidrio del fondo del mar.
Las branquias de la mente palpitan en...
Burrinho
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Fui à procura de um caderno para escrever. Volto a ter vontade de
escrever. Não quero, não sou capaz, de escrever frases, textos, quero
apenas apontar as ...
o escritor enquanto cão-guia
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Grassa, em lusas terras, já há algum tempo, o paradigma do escritor como
«cão-guia». O leitor ou leitora, pitosga ou mesmo ceguinho deverá ser
levado pela ...
tomorrow never comes (III)
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Tentava escrever
o esboço - vestígio do corpo,
a macia semente do vento
a traço de giz
da cor do barro, da cor da nuvem carvão;
acontecia o espinho, o p...
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Um corpo sem véu, despojado do barulho do mundo. Apenas o grão da pele para
o vestir. Um corpo nu, imóvel e cheio de estorias caóticas e cicatrizes.
Um co...
Saídas a dois
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Estava tudo combinado para aquele final de tarde: saía do trabalho direta à
escola, entravamos juntos no carro, sorridentes e enamorados, e seguíamos
para...
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demasiado depressa o silêncio
de braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que de...
Carta a Paris 16 de Março de 2015
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16 de Março 2015
10:07
Está frio. O céu, imenso e de um cinza quase branco, leva-me os sentidos e
a minha vontade. Ainda assim decidi ir a Paris, onde te...
1930-2015
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não chamem logo as funerárias,
cortem-me as veias dos pulsos pra que me saibam bem morto,
medo? só que o sangue vibre ainda na garganta
e qualquer mão e ...
SANTO ANTONINHO DOS ESQUECIDOS
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* para o José Carlos Soares*
O esquecimento tem portões
fechados e velas a acordar
o crepúsculo enquanto o vento
sop...
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Vestiu-se de nevoeiro e foi dançar
pés de musgo
mão na anca e outra estendida no ar
gotas de chuva mansa no olhar
um peso leve
acariciando a terra húmida
em...
Espaço : se alguém disser que morri...
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Robert & Shana Parkeharrison
*se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,*
*escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.*
*nã...
Adorei a fotografia. Posso "roubar"?
ResponderEliminarclaro, aqui pode-se roubar tudo :)
ResponderEliminareu roubei a frase. :)
ResponderEliminarcerteira, como sempre. *
eu sei, ainda bem, Vanessa :))
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