Paul Falconer Poole - The Mischievous Farmhands
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* The painting captures a lively moment of rural humour and youthful
mischief. The farmhands appear engaged in playful behaviour, bringing
movemen...
maria alberta menéres / picasso
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Não tenho Lei, nem Pátria, nem Amigos,
não tenho nada que me estorve o passo.
Sou mais livre que a força das rajadas,
mais livre, pelos versos que faço
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TRUMPALHADAS
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*Donald Trump é um ignorante nato, narcisista, mau e vingativo.*
*Como chegou a presidente dos Estados Unidos – duas vezes! – é caso para
estudo, assim c...
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Fabricar o eterno é fácil, diz Lizalde
“fazer deuses em série, arte de crianças”,
difícil é permanecer fiel a isto, erguer-se
e a cada dia contemplar a mis...
Ainda me lembro
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Em *17OUT2026* pelas 15:30, na Biblioteca Municipal de Sacavém, sob a égide
da CMLoures, teve lugar um encontro entre poetas e poetisas amadores., como ...
rebeldia...
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*- Nenhum de vós! Seja qual for o céu *
*Que vos encobre! Seja qual for a Idade *
*Que vos deu! Já nenhum me fascina, *
*Ó seres de pedra e mármore e cristal...
Montserrat Villar González (Porque tu)
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PORQUE TÚ
Porque Tú eres tú
y yo soy el eterno pensamento
que te nombra
a pesar de no existirnos.
Tú eres sueño
y simiente de invierno
que bajo el ...
A SOMA DAS COISAS
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Aqui estou eu, novamente, para vos falar do meu novo livro, intitulado A
SOMA DAS COISAS. É o quarto, que fecha um quarteto da minha escrita,
dedicado a...
M de Mesa de Amigos (II)
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Era uma vez uma tarde cheia de sol. Não havia um gesto a mais. Nem
palavras. Estava alguém num café. Ao sol. Eram pequeninas coisas a
ligarem-se umas às o...
da horta
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cansada de andar a dar de comer a ratazanas que se iam empanzinar com as
cascas de fruta que deitava no compostor, resolvi passar a enterrar o que
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Catedrais
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Em avistando uma catedral, torno-me peregrino, nem que seja de cinquenta
metros a peregrinação. Tragam outros das viagens malas carregadas de
minudências e...
Um adeus e um até já
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Hoje, depois de almoço, vou sair de férias por uma semana. Quando voltar,
preciso de um par de dias para me «adaptar» ao novo espaço bloguísitico e,
por ...
Gato Azul, de Hagiwara Sakutaro
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Poema de Hagiwara Sakutaro (1846-1942), poeta japonês, da sua colectânea
com o mesmo nome Aoneko (Gato Azul) de 1923. GATO AZUL É bom amar esta bela
cidade...
PELE DE PAREDE
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Os azulejos de Gilberto Renda são pele de parede,
Os painéis de madeira, nas salas da preciosa Vila Idalina,
Os antigos papeis de parede da Casa Vermelha,
Os...
Tragédia no Mar
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"Tragédia no Mar" é a denominação do feliz grupo escultórico de José João
Brito, visto aqui na tarde de hoje. Inspirado numa tela de Augusto Gomes, o
monum...
No meio do ruído das coisas.
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Duas despedidas tristes: a de Paulo Tunhas (1960), filósofo, cronista,
poeta, professor; e a de Luís Carmelo (1954), romancista, professor, poeta,
ensaís...
CARLOS POÇAS FALCÃO
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[TODOS OS DIAS VIAJO PARA A CULPA]
Todos os dias viajo para a culpa.
É lá onde trabalho, movendo e removendo
juízos e vergonhas, vergando-me nas margens
do...
ninguém conhece o infinito
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A culpa é tua se dizes sempre
o mesmo nome
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa, se quando
revelas a tua identidade
é impossível que o céu te explud...
Eu sou o poema
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Sou o poema que ninguém escreveu
Sou a carta que sempre se queimou.
Sou o caminho que ninguém tomou
e o som que nunca soou.
Sou a oração dos lábios mudos
S...
FATIADA
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Era o céu inteirinho que chovia, como se fosse castigo, alagando tudo em
redor.
Como se o mundo se aglomerasse para chorar, acotovelando-se na visão
catas...
Que seja eterno
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Mas de nenhum destes modos te sei amar, tão fraco ou inábil é o meu
coração, de modo que, por o meu amor não ser perfeito, tenho de me
contentar que seja e...
Uma Alma Inquieta
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Eu sabia há três anos que Ela me viria bater à porta a qualquer momento,
mas não sabia como seria informado da sua chegada.
Desde Maio que peço, quase dia...
sem que ele note
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tão longe vai o tempo em que ele morria em mim. acontecia aos poucos, a
imagem dele a querer fugir do meu peito, ele a ausentar-se lentamente dos
meus ...
Tempo
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Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era
encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A
gente ...
É isto o Amor
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Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é ma...
Pó dos Livros
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Setembro de 2007, abrimos as portas, e já nessa altura planava sobre nós o
abutre. Nunca passava para cá da linha da porta. No entanto, rondava de
perto...
Más poemas de Levertov (según ST)
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Photographer unknown, provided by Jan Wallace, The Project Room
*i*
Él recoge botones de vidrio del fondo del mar.
Las branquias de la mente palpitan en...
Burrinho
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Fui à procura de um caderno para escrever. Volto a ter vontade de
escrever. Não quero, não sou capaz, de escrever frases, textos, quero
apenas apontar as ...
o escritor enquanto cão-guia
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Grassa, em lusas terras, já há algum tempo, o paradigma do escritor como
«cão-guia». O leitor ou leitora, pitosga ou mesmo ceguinho deverá ser
levado pela ...
tomorrow never comes (III)
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Tentava escrever
o esboço - vestígio do corpo,
a macia semente do vento
a traço de giz
da cor do barro, da cor da nuvem carvão;
acontecia o espinho, o p...
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Um corpo sem véu, despojado do barulho do mundo. Apenas o grão da pele para
o vestir. Um corpo nu, imóvel e cheio de estorias caóticas e cicatrizes.
Um co...
Saídas a dois
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Estava tudo combinado para aquele final de tarde: saía do trabalho direta à
escola, entravamos juntos no carro, sorridentes e enamorados, e seguíamos
para...
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demasiado depressa o silêncio
de braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que de...
Carta a Paris 16 de Março de 2015
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16 de Março 2015
10:07
Está frio. O céu, imenso e de um cinza quase branco, leva-me os sentidos e
a minha vontade. Ainda assim decidi ir a Paris, onde te...
1930-2015
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não chamem logo as funerárias,
cortem-me as veias dos pulsos pra que me saibam bem morto,
medo? só que o sangue vibre ainda na garganta
e qualquer mão e ...
SANTO ANTONINHO DOS ESQUECIDOS
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* para o José Carlos Soares*
O esquecimento tem portões
fechados e velas a acordar
o crepúsculo enquanto o vento
so...
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Vestiu-se de nevoeiro e foi dançar
pés de musgo
mão na anca e outra estendida no ar
gotas de chuva mansa no olhar
um peso leve
acariciando a terra húmida
em...
Espaço : se alguém disser que morri...
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Robert & Shana Parkeharrison
*se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,*
*escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.*
*nã...
...mas não faça férias de você!
ResponderEliminarResista. Resista!
!@
Um beijo, pelas férias.
Outro beijo, pelo domingo.
E mais um, pela resistência.
epee, repito
ResponderEliminar'É tão difícil guardar um rio
quando ele corre
dentro de nós.'
resistiremos, pois, espero.
as férias, são cá dentro, o trabalho continua. e sabe? acho que ainda bem que continua.
abraçoGrande
Bom domingo, Paula.
ResponderEliminarbom domingo epee e obrigada por ser, assim.
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