«Dança o cão, dança o gato, dança o feijão carrapato»,
Diziam-me isto, em criança, e eu adorava. Voltou-me hoje à ideia, passado tanto
tempo. Tanto tempo, uma ova: era menino, limitei-me a piscar os olhos e fiquei
como agora. Entende-se a maldade? Eu não entendo. Piscar os olhos é um
instantinho, que raio de merda aconteceu? Mascararam-me com rugas, cabelos
brancos, vontade de ir mais cedo para casa. Brincadeira de mau gosto, a idade. (...)»
NUNCA SOUBE O TEU NOME
-
*Nunca soube o teu nome. Entraste numa tarde,*
*por engano, a perguntar se eu era outra pessoa -*
*um sol que de repente acrescentava cal aos muros,*
*u...
Há 17 horas


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