E é-me indiferente estar aqui. Sempre que posso fujo, fujo no olhar que cegou o meu. Porque eu fujo e vou com tudo aquilo que me chama e me toca. Vou com o azul dos olhos do marçano ali da esquina, vou com as folhas das árvores no Outono da minha rua, vou com a noite à procura da manhã sobre o rio. Vou pelos arranha-céus acima e contemplo dos altos terraços o sono esbranquiçado dos mortos. Vou com o teu corpo que me desgasta a memória doutros corpos e me transforma em esquecimento… vou, vou sempre, pela humidade dos cardos presos em tua boca.
vasco graça moura / romance do passeio alegre
-
as résteas do sol morrendo
por sobre os renques de espuma
nos mirantes da foz velha
e no granito das ruas
nas árvores recortadas
a negro em finas ne...
Há 7 horas


Sem comentários:
Enviar um comentário