CONVERSANDO
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*Lembrar que, 3 vezes por semana, ás vezes mais porque eles comiam
vorazmente, ia de casa até perto do Cine-Oriente buscar folhas de uma
enorme amoreira...
Renascimentos
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O romance vencedor do Prémio LeYa 2025, de Carla Pais, acaba de sair; é uma
história de sobrevivência dos que perderam quase tudo e do amor que se
recusa...
bright...
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*You are as gold *
*as the half-ripe grain *
*that merges to gold again, *
*as white as the white rain *
*that beats through *
*the half-opened flowers *
*of...
AS RECORDAÇÕES
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As recordações não chegam com aviso. Elas insinuam-se devagar, como luz
atravessando uma fresta esquecida e, de repente, estamos lá — não aqui, não
agora...
luiza neto jorge / as sofridas amoras
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As sofridas amoras
dos valados
os fogosos espinhos
que coroam os cardos
Saltam ao caminho
a sangrar-me a veia
do poema.
*luiza neto jorge*
*frag...
Manuel Resende (Voltar para casa)
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VOLTAR PARA CASA
Mas porque tem a pessoa de voltar para casa
e seguir o rasto das árvores no chão,
pelo caminho conhecido, com o coração mirrado nas...
Festejar a Mãe com o cinema e com os museus...
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Embora a minha mãe tenha nascido e crescido numa aldeia, onde nem mesmo a
menina mais afortunada, aprendia a tocar piano e francês, nunca lhe passou
ao ...
Isabel Bono - O futuro acabará por chegar
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*desperdiçávamos o tempo*
*a ordenar num álbum as fotos do Verão*
*para as olhar um dia com saudade*
*juntávamos berlindes, pedras*
*livros, cartas...
Primeiro
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No quintal ao lado, de Dona Almerinda, ao final da tarde do Dia do
Trabalhador, ouço uma música conhecida, que não ouvia desde a minha
meninice, quando era...
A MINHA MÃE FAZ BACKUPS DE MIM
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A MINHA MÃE FAZ BACKUPS DE MIM A minha mãe faz backups de mim em
estórias que não reconheço e eu guardo-a em rascunhos que nunca envio. No
fim, desinst...
o que todos gostamos mesmo
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enquanto a minha amiga luta ferozmente pela sobrevivência num hospital
longínquo, o homem que rega o talhão ao lado do meu na horta comunitária
po...
Soubesse eu ...
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Soubesse eu escutar a voz do vento
Quando palavras me sussurra ao ouvido
Saberia que a voz timbrada do tempo
Me diz que amar-te faz todo o sentido
.
Sou...
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Se não nos dão mais, do nada ainda
arrancamos um escarro, cuspimos-lhes
em cima, ah, já nos sabe a qualquer coisa,
serve, pomo-nos à escuta, o menor som,
es...
Gato Azul, de Hagiwara Sakutaro
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Poema de Hagiwara Sakutaro (1846-1942), poeta japonês, da sua colectânea
com o mesmo nome Aoneko (Gato Azul) de 1923. GATO AZUL É bom amar esta bela
cidade...
PELE DE PAREDE
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Os azulejos de Gilberto Renda são pele de parede,
Os painéis de madeira, nas salas da preciosa Vila Idalina,
Os antigos papeis de parede da Casa Vermelha,
Os...
Tragédia no Mar
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"Tragédia no Mar" é a denominação do feliz grupo escultórico de José João
Brito, visto aqui na tarde de hoje. Inspirado numa tela de Augusto Gomes, o
monum...
No meio do ruído das coisas.
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Duas despedidas tristes: a de Paulo Tunhas (1960), filósofo, cronista,
poeta, professor; e a de Luís Carmelo (1954), romancista, professor, poeta,
ensaís...
CARLOS POÇAS FALCÃO
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[TODOS OS DIAS VIAJO PARA A CULPA]
Todos os dias viajo para a culpa.
É lá onde trabalho, movendo e removendo
juízos e vergonhas, vergando-me nas margens
do...
ninguém conhece o infinito
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A culpa é tua se dizes sempre
o mesmo nome
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa, se quando
revelas a tua identidade
é impossível que o céu te explud...
FATIADA
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Era o céu inteirinho que chovia, como se fosse castigo, alagando tudo em
redor.
Como se o mundo se aglomerasse para chorar, acotovelando-se na visão
catas...
Que seja eterno
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Mas de nenhum destes modos te sei amar, tão fraco ou inábil é o meu
coração, de modo que, por o meu amor não ser perfeito, tenho de me
contentar que seja e...
Uma Alma Inquieta
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Eu sabia há três anos que Ela me viria bater à porta a qualquer momento,
mas não sabia como seria informado da sua chegada.
Desde Maio que peço, quase dia...
sem que ele note
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tão longe vai o tempo em que ele morria em mim. acontecia aos poucos, a
imagem dele a querer fugir do meu peito, ele a ausentar-se lentamente dos
meus ...
Tempo
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Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era
encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A
gente ...
É isto o Amor
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Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é ma...
Pó dos Livros
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Setembro de 2007, abrimos as portas, e já nessa altura planava sobre nós o
abutre. Nunca passava para cá da linha da porta. No entanto, rondava de
perto...
Más poemas de Levertov (según ST)
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Photographer unknown, provided by Jan Wallace, The Project Room
*i*
Él recoge botones de vidrio del fondo del mar.
Las branquias de la mente palpitan en...
Burrinho
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Fui à procura de um caderno para escrever. Volto a ter vontade de
escrever. Não quero, não sou capaz, de escrever frases, textos, quero
apenas apontar as ...
o escritor enquanto cão-guia
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Grassa, em lusas terras, já há algum tempo, o paradigma do escritor como
«cão-guia». O leitor ou leitora, pitosga ou mesmo ceguinho deverá ser
levado pela ...
tomorrow never comes (III)
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Tentava escrever
o esboço - vestígio do corpo,
a macia semente do vento
a traço de giz
da cor do barro, da cor da nuvem carvão;
acontecia o espinho, o p...
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Um corpo sem véu, despojado do barulho do mundo. Apenas o grão da pele para
o vestir. Um corpo nu, imóvel e cheio de estorias caóticas e cicatrizes.
Um co...
Saídas a dois
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Estava tudo combinado para aquele final de tarde: saía do trabalho direta à
escola, entravamos juntos no carro, sorridentes e enamorados, e seguíamos
para...
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demasiado depressa o silêncio
de braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que de...
Carta a Paris 16 de Março de 2015
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16 de Março 2015
10:07
Está frio. O céu, imenso e de um cinza quase branco, leva-me os sentidos e
a minha vontade. Ainda assim decidi ir a Paris, onde te...
1930-2015
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não chamem logo as funerárias,
cortem-me as veias dos pulsos pra que me saibam bem morto,
medo? só que o sangue vibre ainda na garganta
e qualquer mão e ...
SANTO ANTONINHO DOS ESQUECIDOS
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* para o José Carlos Soares*
O esquecimento tem portões
fechados e velas a acordar
o crepúsculo enquanto o vento
sop...
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Vestiu-se de nevoeiro e foi dançar
pés de musgo
mão na anca e outra estendida no ar
gotas de chuva mansa no olhar
um peso leve
acariciando a terra húmida
em...
Espaço : se alguém disser que morri...
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Robert & Shana Parkeharrison
*se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,*
*escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.*
*nã...
que coisa mais destroçante essa...LINDO..bj ,,boa noite
ResponderEliminarbom dia, Quim! :)
ResponderEliminarnão sabe como isso é verdade.
ResponderEliminarhttp://youtu.be/cGtjr-U5bT4
A crida podia por ao menos os links de onde vai copiar os poemas
ResponderEliminara querida normalmente põe. o que acontece é que muitas vezes guardo-os numa pasta sem apontar o sítio, outras vezes, são de livros que tenho em casa.
ResponderEliminarsei, josé luís, até sei.
ResponderEliminara música a completar. obrigada :)
Cumpre a este admirador entregar-lhe mais um video
ResponderEliminarO do dia de anos já vai longe...
http://www.youtube.com/embed/XMkaBN3x5AM
Lindo, o vídeo, obrigada Anónimo, vou usá-lo!
ResponderEliminarobrigada mais uma vez, chegou na hora certa!