Paula Há muito que admiro o teu blogue. Ás vezes copio poemas, textos que gosto muito. Gosto de tudo o que colocas aqui. Não sei se ficas aborrecida de eu copiar!!! Às vezes fico triste porque tenho receio que não gostes que eu faça isso. Peço-te desculpa. Diz-me, por favor, não te importas? Se não quiseres responder por aqui manda a resposta para o meu mail ma.ana.cleto@hotmail.com Um beijinho e parabéns pelo teu blogue.
APOCALIPSE
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*Enquanto o sol arrefece*
*Aproveitemos o tempo,*
*Pois nem sempre o que acontece*
*Muda o sentido do vento.*
*Abraçamos – de mãos postas –*
*A esp...
astronomer...
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*When I heard the learn’d astronomer, *
*When the proofs, the figures, were ranged in columns before me, *
*When I was shown the charts and diagrams, to add,...
carlos de oliveira / estrelas
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O azul do céu precipitou-se na janela. Uma vertigem, com certeza. As
estrelas, agora, são focos compactos de luz que a transparência variável
das vidr...
CINCO GERAÇÕES
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Assisti à passagem de cinco gerações diante dos meus olhos. Vivi-as!
Vi crianças tornarem-se pais. Vi pais transformarem-se em avós. Vi sonhos
nascerem, ...
António Reis (Chega a ter gosto)
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(16)
Chega a ter gosto
a chuva
vista dos cafés
caindo sobre as estátuas
e a nostalgia
chega a ser morna
com fumo e álcool
na garganta
Até os ho...
Antonio Deltoro - Uma árvore / Un árbol
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*Uma árvore grande,*
*onde não cante o pássaro,*
*nem subam esquilos,*
*nem se esconda inquietação.*
*Uma árvore que vá ganhando calma*
*como as ...
Coração descontente.
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De um amor feliz, aconteceu o desmoronar
Chegou o silêncio por palavras esquecidas
Do beijo de amor, se fez o escuro sem luar
Dos lábios adensos ficaram...
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Uma história do roubo, se me perguntarem,
é isto, das paixões solitárias, e canções
cheias de piolhos, buracos, sinais de rádio
vindos do espaço, os restos...
Segregação II
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No café de Senhor João, de manhã, há mesas estritamente de Senhoras e há
mesas estritamente de Cavalheiros, como já aqui se disse e agora se
reafirma. O qu...
m, de memória
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Os livros sabem de cor
milhares de poemas.
Que memória!
Lembrar, assim, vale a pena.
Vale a pena o desperdício,
Ulisses voltou de Troia,
ass...
Relambório
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Sentada na cama, com as pernas afastadas, olho para os pés. Ardem até às
pontas dos dedos. À excepção de um mindinho que está roxo devido a uma
coq...
Um adeus e um até já
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Hoje, depois de almoço, vou sair de férias por uma semana. Quando voltar,
preciso de um par de dias para me «adaptar» ao novo espaço bloguísitico e,
por ...
Gato Azul, de Hagiwara Sakutaro
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Poema de Hagiwara Sakutaro (1846-1942), poeta japonês, da sua colectânea
com o mesmo nome Aoneko (Gato Azul) de 1923. GATO AZUL É bom amar esta bela
cidade...
PELE DE PAREDE
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Os azulejos de Gilberto Renda são pele de parede,
Os painéis de madeira, nas salas da preciosa Vila Idalina,
Os antigos papeis de parede da Casa Vermelha,
Os...
Tragédia no Mar
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"Tragédia no Mar" é a denominação do feliz grupo escultórico de José João
Brito, visto aqui na tarde de hoje. Inspirado numa tela de Augusto Gomes, o
monum...
No meio do ruído das coisas.
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Duas despedidas tristes: a de Paulo Tunhas (1960), filósofo, cronista,
poeta, professor; e a de Luís Carmelo (1954), romancista, professor, poeta,
ensaís...
CARLOS POÇAS FALCÃO
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[TODOS OS DIAS VIAJO PARA A CULPA]
Todos os dias viajo para a culpa.
É lá onde trabalho, movendo e removendo
juízos e vergonhas, vergando-me nas margens
do...
ninguém conhece o infinito
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A culpa é tua se dizes sempre
o mesmo nome
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa, se quando
revelas a tua identidade
é impossível que o céu te explud...
FATIADA
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Era o céu inteirinho que chovia, como se fosse castigo, alagando tudo em
redor.
Como se o mundo se aglomerasse para chorar, acotovelando-se na visão
catas...
Que seja eterno
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Mas de nenhum destes modos te sei amar, tão fraco ou inábil é o meu
coração, de modo que, por o meu amor não ser perfeito, tenho de me
contentar que seja e...
Uma Alma Inquieta
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Eu sabia há três anos que Ela me viria bater à porta a qualquer momento,
mas não sabia como seria informado da sua chegada.
Desde Maio que peço, quase dia...
sem que ele note
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tão longe vai o tempo em que ele morria em mim. acontecia aos poucos, a
imagem dele a querer fugir do meu peito, ele a ausentar-se lentamente dos
meus ...
Tempo
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Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era
encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A
gente ...
É isto o Amor
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Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é ma...
Pó dos Livros
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Setembro de 2007, abrimos as portas, e já nessa altura planava sobre nós o
abutre. Nunca passava para cá da linha da porta. No entanto, rondava de
perto...
Más poemas de Levertov (según ST)
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Photographer unknown, provided by Jan Wallace, The Project Room
*i*
Él recoge botones de vidrio del fondo del mar.
Las branquias de la mente palpitan en...
Burrinho
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Fui à procura de um caderno para escrever. Volto a ter vontade de
escrever. Não quero, não sou capaz, de escrever frases, textos, quero
apenas apontar as ...
o escritor enquanto cão-guia
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Grassa, em lusas terras, já há algum tempo, o paradigma do escritor como
«cão-guia». O leitor ou leitora, pitosga ou mesmo ceguinho deverá ser
levado pela ...
tomorrow never comes (III)
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Tentava escrever
o esboço - vestígio do corpo,
a macia semente do vento
a traço de giz
da cor do barro, da cor da nuvem carvão;
acontecia o espinho, o p...
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Um corpo sem véu, despojado do barulho do mundo. Apenas o grão da pele para
o vestir. Um corpo nu, imóvel e cheio de estorias caóticas e cicatrizes.
Um co...
Saídas a dois
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Estava tudo combinado para aquele final de tarde: saía do trabalho direta à
escola, entravamos juntos no carro, sorridentes e enamorados, e seguíamos
para...
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demasiado depressa o silêncio
de braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que de...
Carta a Paris 16 de Março de 2015
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16 de Março 2015
10:07
Está frio. O céu, imenso e de um cinza quase branco, leva-me os sentidos e
a minha vontade. Ainda assim decidi ir a Paris, onde te...
1930-2015
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não chamem logo as funerárias,
cortem-me as veias dos pulsos pra que me saibam bem morto,
medo? só que o sangue vibre ainda na garganta
e qualquer mão e ...
SANTO ANTONINHO DOS ESQUECIDOS
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* para o José Carlos Soares*
O esquecimento tem portões
fechados e velas a acordar
o crepúsculo enquanto o vento
so...
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Vestiu-se de nevoeiro e foi dançar
pés de musgo
mão na anca e outra estendida no ar
gotas de chuva mansa no olhar
um peso leve
acariciando a terra húmida
em...
Espaço : se alguém disser que morri...
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Robert & Shana Parkeharrison
*se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,*
*escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.*
*nã...
Mas que bela frase hein
ResponderEliminarQuando é o momento certo?
Parabéns pelo blogue
Abraços
cada um saberá, Ricardo.
ResponderEliminarobrigada :)
Paula
ResponderEliminarHá muito que admiro o teu blogue. Ás vezes copio poemas, textos que gosto muito. Gosto de tudo o que colocas aqui. Não sei se ficas aborrecida de eu copiar!!! Às vezes fico triste porque tenho receio que não gostes que eu faça isso. Peço-te desculpa. Diz-me, por favor, não te importas? Se não quiseres responder por aqui manda a resposta para o meu mail ma.ana.cleto@hotmail.com Um beijinho e parabéns pelo teu blogue.
De forma alguma. A poesia é para partilhar, espalhar.
Eliminarobrigada!
Bem hajas, amiga Paula.
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