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segunda-feira, 13 de junho de 2011

esquece-me













































esquece-me. 

quero andar
ao sabor do meu instinto cultivado na desgraça.


o amor,
- deixa um travo, mas passa.
não tenhas pena.

do alto do meu aprumo
desafio a tua verve:

- para morrer,
qualquer lugar, 
qualquer corpo,
e qualquer boca me serve.





António Botto