terça-feira, 18 de maio de 2010

como sempre













No silêncio que guardo
quando partes



que escondes sob os
dedos



que se prende



que me deixa no corpo
este calor
da falta do teu corpo como sempre








Maria Teresa Horta












2 comentários:

  1. A Sophia, a "minha2 Sophia que me acompanha desde muito novo... ainda não te tinhamostrado a 'minha' Sophia. Habituei-me a ouvir esta senhora falar e ficava fascinado. O meu primeiro livro de poesia é uma colectânea de poemas escolhido por ela, ainda andava eu na altura na chamada escola primária (também foi o primeiro livro de poesia da minha filha... dado por mim, claro :) )

    "Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
    Sacode as aves que te levam o olhar.
    Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.

    Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
    Mesmo que os meus gestos te trespassem
    De solidão e tu caias em poeira,
    Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
    E os teus olhos nunca mais possam olhar."

    Sophia de Mello Breyner Andresen

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  2. somos da mesma geração, tenho 46 anos, entrei na poesia com a minha avó, com Florbela Espanca, depois encantei-me por fern pessoa e apaixonei-me pelo Eugénio de Andrade, depois veio a Sophia e os outros todos, desde que os entenda, preciso de entender.
    Com a Maria Teresa Horta também tenho um relacionamento estranho, gosto muito de algumas coisas e nada de outras, é como tudo. não gosto de nada por inteiro, nenhum escritor de eleição, é conforme me identifico ou não, a tal necessidade de encontrar espelhos ou janelas

    estou em aulas, talvez esteja a escrever meio atabalhoada

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