sábado, 26 de maio de 2012

E no final


















Morrer
depois de me despedir
das palavras, uma a uma.
E no final,
descontada a lágrima,
restar uma única certeza:
não há morte
que baste
para se deixar de viver.





Mia Couto










2 comentários:

  1. Conhecio-o hoje (ao poema)e reconheci-o:)

    ps: e eu que tenho sardas...

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