domingo, 25 de dezembro de 2011

Não esqueças sobretudo de olhar devagar


















Não esqueças sobretudo a armadura
da noite,
a aspereza das estrelas
quando os olhos são recentes
e a gravitação é como um poder
sucinto nas mãos.


Não esqueças sobretudo como os cereais
lavram os campos estafados, destilam
prodígio pelos sulcos da memória,
oferecem-te uma vida maior
em troca do sal
das pálpebras. 


Não esqueças sobretudo de olhar devagar. 

















Vasco Gato
















6 comentários:

  1. com esses olhos, não é possível olhar apressado
    :)

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  2. é verdade, é aninhar-se neles e deixar-se estar. Feliz Natal, josé luís!

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  3. Não sei se gosto mais da imagem se do poema...

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