domingo, 23 de dezembro de 2012

É Natal, nunca estive tão só














É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.






Eugénio de Andrade









2 comentários:

  1. Que pena... e o tal vasco que tanto poema deixava por aqui. Desapareceu ?

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