domingo, 14 de abril de 2013

Bastava que me olhasses uma vez ainda
















Bastava que dissesses a palavra exacta,
que tens aprisionada na garganta,
Bastava que pendurasses 
na porta do teu quarto um lenço branco.
Bastava que enfeitasses o chapéu
com as flores que o fim da tarde
pões sedentas da luz dos teus cabelos.

Bastava que me olhasses uma vez ainda.




Torquato da Luz


















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